Se você está aqui é porque sabe exatamente o que quer. Agora resta saber como chegar ao objetivo.  Já está com a inscrição pronta? Ótimo! Agora vamos passar algumas dicas de ouro que poucos compartilham. Os melhores colocados têm na trajetória menos pitadas de sorte e mais de dedicação e estratégia.  Pronto para traçar seu destino no mundo do CrossFit?

Então, vamos lá:

1 – PREPARAÇÃO

Um mínimo de tempo é preciso.
Se tem pouco? Intensifique e se comprometa ao máximo. Abuse dos coachs e foque nas suas dificuldades.  Nada de faltar, nem largar treino no meio do caminho. Se tem mais tempo? Programe-se e diversifique ao máximo. Na Ares CrossFit, por exemplo, os atletas que competem recebem atenção diferenciada. Independentemente se competirão na categoria Begginer, Scale, Evolution ou RX.

2 – PERIODIZAÇÃO

Você já fez musculação? Lembra daquelas fichinhas que mudavam conforme o tempo: Adaptação, hipertrofia, força, etc, etc? Em muitos outros esportes também é assim. O corpo é esperto e precisa ser estimulado de formas variadas para aumentar a performance. No CrossFit então… Nossa! Haja cardio  mais afiado, ginásticos mais técnicos e LPO’s cheios de força. Tudo isso pode melhorar com o estímulo e treinamento certos. Procure seu coach, abra seu coração e trace com ele um plano para torná-lo (a) um crossfiteiro (a) ainda mais arrojado (a).

3 – MUDANÇA DE HÁBITO ALIMENTAR

Quem faz CrossFit sabe que o esporte acaba motivando o praticante a adotar uma dieta mais saudável. Na hora de competir então… A alimentação e a hidratação antes da competição devem ser levadas ainda mais a sério. A nutri Gabriella Faria, que atende na Vitale e na Ares CrossFit, sugere (de maneira geral, até o grande dia) uma ingestão moderada de carboidratos (mesmo aos adeptos de low carb), muita água, nada de álcool (sorry) e nem alimentos ultraprocessados. É que nesta etapa de preparação eles poderão funcionar como ladrões de energia do atleta. E, não ao queremos isso, não é mesmo?
Deixe o chopinho e o hambúrguer pra comemoração após a competição, tá bom? (Gabriella vai me matar por manter o “prêmio pós participação” aqui. kkk)

3 – ACOMPANHAMENTO NUTRICIONAL INDIVIDUALIZADO

A dieta que antecede uma competição deve ser diferente da dieta que seguimos durante o ano. Nada de passar fome e restringir tudo quanto há para não conquistar um lindo teto preto e um belo desmaio (para não falar pior)! O treino fica mais puxado e as necessidades do corpo aumentam. Esta é uma boa hora para consultar novamente o nutricionista. Só o profissional saberá montar um cardápio alimentar e, quem sabe, até indicar suplementos – se for o caso – para você. A boa notícia (para os mortos de fome, como eu) é que a gente come um pouquinho mais (kkk).

4 – DESEMPENANDO CORPOS

O mesmo vale para aquela visita ao fisioterapeuta. É comum pularmos a mobilidade e deletarmos os alongamentos (sacrilégios que eventualmente cometemos). Por isso, seria desejável que o atleta passasse por uma avaliação e até um acompanhamento mais intenso, antes das provas. Cada caso é um caso. A verdade é que a fisioterapeuta é fundamental, primeiro para nos ajudar a evitar lesões, segundo colaborar com a performance (ajuda muito) e terceiro porque temos que ir mesmo gente! Sem meu pé me dói! Aliás o meu tá osso. Deixa eu ligar pra fisio aqui… rsrsrs

5 – ATESTADO MÉDICO

Sim. E nem pense em fazer cara feia. Os organizadores são obrigados a exigir e você a se garantir. Sem autorização médica: Nada feito.  Segurança e saúde estão acima de tudo. A dica entra aqui para você se programar a tempo. Conheço uma galerinha que deixa para última hora e se enrola… tcs, tcs, tcs. Já pensou ser barrado por conta disso? Não dá, né?

6 – MENS SANA IN CORPORE SANO

Você pode competir para conquistar o pódio, para ganhar experiência, para se superar, ou só pelo oba-oba. Você só não pode ser chato! E, claro, nem tornar a experiência em algo ruim. Isso só depende de você! A psicoterapeuta e autora do Livro Verdade Oculta: A Vida íntima das Emoções, Simone Demolinari, explica que competir é um experiência super válida.  Mas para ser prazeroso e positivo o indivíduo deveria focar mais na superação das próprias dificuldades. “Quando o atleta estabelece um parâmetro de comparação com o outro, ele pode criar uma situação nociva no campo dos sentimentos,” alerta. “Se eu ganho, posso desenvolver um sentimento de soberba. Se fico aquém, isso poderá despertar sentimentos de menos valia,” completa. Simone explica que se o o objetivo é ser feliz e aumentar a autoestima o posicionamento do participante deve ser o de competir para se superar!
Isso vai tirar os concorrentes do caminho? Não! Mas, vai nos tornar pessoas livres e focadas nos próprios desempenhos. E cabeça boa é tudo, pessoal! Principalmente em desafios desgastantes. Fé no seu taco, no do seu time (ou dupla, ou trio…) e vamos ser felizes!

7 – UM DIA ANTES

Aqui “a gente está que não se aguenta mais”! Ansiedade é mato. Eu sei. Mas vá por mim: Os atletas mais preparados são os que se conhecem melhor e dominam essa ansiedade. Até porque você precisa dormir bem. Mas, antes do soninho restaurador, aquele check list:
– Leia novamente o regulamento da competição. Ele sempre estará disponível no site do evento. Se precisar: Tire dúvidas com colegas, no briefing, ou com o coach.
– Separe o kit (que você retirou anteriormente no local indicado pelo organizador) Ele deve conter a camiseta do participante que você – e todos os atletas – usarão na primeira prova (a maioria das competições estabelece essa regra. Nas demais provas temos permissão para usar até fantasia de Carnaval. Logo, “tá sussa”)  O mesmo serve para a pulseira ou credencial para entrar na arena. Cuidado extra com essas preciosidades!
– Deixe tênis, meia e roupa íntima já separados e tenha o cuidado de reservar uma muda de roupa extra, para levar. Não é regra, mas algumas provas podem nos sujar bastante e o backup pode salvar.
– Leve uma toalhinha, um pacotinho de lenço umedecido (Juro que já rolou até briga por eles. kkk), o par de luvas de costume, a corda de costume e um esparadrapo (a gente não quer mas, nunca se sabe quando um calinho vai abrir. heheh)
– Separe os lanches (se você tem costume e, ou, recebeu a orientação do nutri)  em vasilhas herméticas e os armazene em embalagens térmicas. Você, obviamente, vai levar dinheiro mas, dificilmente, vai achar aquele “bolinho low carb de frango ao curry no óleo de coco,” por exemplo, para comprar.

8 – BRIEFING

Esse encontro acontece sempre na noite anterior ao evento. Nem todo mundo consegue participar por conta de compromissos, trabalho, etc. Agora, se puder, vá! Deixar para entender as provas e os movimentos na hora do jogo pode estressar e causar muita confusão. O Briefing existe para isso: Tirar as dúvidas e esclarecer como tudo será feito e cobrado dos participantes. Ninguém aqui quer tomar NO REP por conta de erro evitável, né?

9 – NÃO INVENTE MODA

Durante meses você usou o mesmo tênis, a mesma luva, comeu o mesmo lanche pré-treino, tomou o mesmo suplemento e, justo agora, quer mudar tudo? Bem no vai ou racha. Posso falar? Não mudo nem a quantidade de água que coloco no café no dia de competir! No seu tão aguardado momento você invariavelmente vai estar pilhado por conta da adrenalina. Normal. Logo não é recomendável tomar aquele termogênico mucho loco do colega ao lado, sabe? Piripaques acontecem, gente! Tênis novo? E se der bolha? E se não der a segurança necessária? Deixe para estrear sem essa pressão em uma outra oportunidade. O que eu quero dizer aqui é que seu corpo é sábio e passou a responder a um estímulo constante… A chance de responder mal, num momento de estresse, é maior. Então, conselho de amiga? Evite cair em tentação.

10 – SE DIVIRTA!

Nem ouso explicar o quanto é bom. Esse aqui… Vou deixar você completar, pois o que todos desejamos é que você escreva a sua própria história e que ela seja INCRÍVEL! Boa competição!
Raquel Capanema
Jornalista, apresentadora de TV e Crossfitter de paixão.
Comente pelo Facebook
Post anteriorPor que competir?
Compartilhar