Você já leu a frase “Se você tem um corpo, você é um atleta”? Ela é do Co-Fundador da Nike, Bill Bowerman. Eu subestimei a afirmação até competir pela primeira vez. Não é estritamente necessário passar por isso. Mas… Ajudou horrores! Expandiu horizontes. Superou mil horas de explicação. Nunca TANTO fez sentido depois de passar por um campeonato.
A primeira foi: Eu sabia NADA!
Nada de nada! Não sabia treinar. Não tinha cardio. Não dominava os movimentos. Não estava no box certo pra me desafiar a esse ponto. Não entendia as regras. Não tinha equipamentos. Não seguia dieta. Nada! Era uma aventureira inconsequente (Pensando bem… Deu até dó de mim. kkkk)
Resultado?
Traumatizei! Hahaha!
A sorte é que teimosia não tem limites e “se dar por vencida” está FORA do dicionário aqui. Diante do check list do QUE NÃO FAZER parti para o projeto “o que fazer” para competir.

PREPARAÇÃO
A primeira (e mais importante se você nunca participou de uma competição esportiva) é se DIVERTIR. Sério! Independentemente se há chances de ganhar ou ficar em último. Se você não é um atleta profissional não tem motivo para drama. (Vou falar que nem os competidores de elite torram os neurônios. Eles também se divertem com o processo). Do contrário, seria castigo e não desafio!
O CrossFit é uma ferramenta de bem-estar. É para trazer para fora a nossa melhor versão para fora. Se for pra estressar, machucar, brigar… Conselho? Nem saia de casa!
INTENSIFICAÇÃO DOS TREINOS
Um pouco óbvio mas fundamental frisar. A dedicação e  frequência do competidor vão refletir nos resultados. Vão ter que aumentar! É tipo o que vale na escola, vale para o CrossFit. Ou você espera passar na prova de álgebra assistindo desenho animado com pipoca? Não, né? Aqui também não vale treinar só o que gosta. Os atletas mais preparados reservam um tempo significativo para aperfeiçoar os seus piores movimentos. (Lá vou eu dar mais um exemplo pessoal: Deus sabe o tanto que vou mal no HSPU (hand stand push up, ou flexão de cabeça para baixo) e – mesmo odiando – 3 vezes por semana, fico que nem morcego, de cabeça para baixo, naquele sobe e desce…) Nunca se sabe quando um movimento específico significará um desempate, né?
AMADURECIMENTO
No box, por mais que você faça todos os WOD’s DA VIDA, nunca será como numa competição pra valer.
Você estará fora do seu ambiente de costume, da zona de conforto, terá judge que você nunca viu, vai ter gritaria de torcida, terá adrenalina, nervosismo, medo, terão você e Deus (vai chamar muito por Ele! Rsrs)…
Things are getting pretty serious. Isso tudo tem um efeito mágico combinado. E só competindo para saber. As provas nos tornam atletas mais maduros. (Já que atleta – como disse – você já é!).
Nas competições seguintes eu tive a certeza de que meus treinos estavam valendo a pena. Que eu não ia pro WOD diário pra trapacear e nem pro box pra passear (não que este último não fosse bom). E isso consolidou algo que muitos evocam mas poucos conseguem manter.
DISCIPLINA
O que eu recebo de mensagem de gente lamentando não ter “a nossa” disciplina para treinar… Vish! E, sabemos que, a quantidade de gente que se propõe a ter uma vida mais ativa, porém acaba desistindo antes de completar o primeiro mês, é enorme!
O que eles não sabem é que também tenho esse verme da sabotagem. Diferentemente de ninguém: Tenho muitas obrigações no trabalho, contas para pagar, casa para cuidar, família, problemas para resolver… Tem dia que eu acordo com a vontade de um sorvete derretido. – “Aff, mas eu tenho competição marcada!” penso. Recolho meus ossos, dou 3 tapas na cara e vou pra o box mesmo com sono. Eu não tenho escolha: Tenho um compromisso comigo e com meus colegas! Será que não era este o estímulo que estava faltando?
AMIZADES
Duvido sair de um turbilhão desses sem ter fortalecido,  ao menos, uma amizade! Essas situações extremas criam laços muito sólidos. Nestas ocasiões grandes amizades são forjadas. Não é de se espantar que o criador do esporte, Greg Glassman, evoca o senso de comunidade antes mesmo de citar o CrossFit. Isso fica mais flagrante quando competimos em equipe. Quer conhecer seu amigo? Compita ao lado dele! Muahhaamuah
Ouvir “eu te amo e pago sua cerveja” é bom. Mas ouvir (quando você não tem mais um suspiro de vida) “eu termino os burpees para você se recuperar”  (mesmo quando o parceiro está  mais arregaçado que você) NÃO TEM PREÇO!
CATARSE
Competir me tornou uma pessoa melhor.  Na vida, no trabalho e em casa. Fez com que eu superasse minhas dificuldades, trabalhasse mais em equipe e mantivesse a calma sob pressão. Em tempos de ansiedade, participar dessas provas foi mergulhar num oceano de autoconhecimento. Passei a dominar o nervosismo e me tornei mais forte mentalmente e fisicamente. Tudo sem passar por provas extremas na vida. É um simulador mágico. Cada competição me ensinou algo valioso que levo para todos os meus dias. E, claro, para os todos os outros desafios também.
EVOLUÇÃO
Quando voltei da primeira competição (super humilhada e destruída, rsrs) meu primeiro pull up emendado saiu. Pasmem!  Eu não entendi como a experiência – que havia me sugado tanto – tenha – milagrosamente – tirado  de mim um movimento que há tempos eu lutava pra fazer. Achei que era só comigo até entrevistar dezenas de atletas. Todos relatavam a mesma  evolução.  Tá achando que é brincadeira? Né não, tem fundamento!
PARTIU COMPETIR?
Eu não sei o que você ainda está fazendo aí que ainda não fez uma inscrição! Francamente!? Aproveite que o NoRest Games (uma das competições mais completas do Estado de Minas Gerais) pensou em quem nunca tinha pisado em uma arena. Além de todas as categorias tradicionais do CrossFit, o NoRest Games é um dos poucos campeonatos que oferece uma categoria para Beginners com toda a estrutura e desafios pensados com segurança e diversão para quem quer debutar no mundo dos Games. Tá sentindo que o desafio pode ser maior? Pula pro Scale e assim por diante! Sei que vamos nos encontrar nas próximas edições! Click aqui para ir pra página e fazer a inscrição!
Raquel Capanema
Jornalista, apresentadora de TV e Crossfitter de paixão.
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